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Inteligência de dados para a gestão da saúde pública

Um farol para ler as metas de saúde do município

O FarolRAG simplifica a extração, análise e interpretação do Relatório Anual de Gestão (RAG), utilizando recursos de inteligência artificial para comparar o planejado com o executado.

Acesse o aplicativo

Entre no painel e leia as metas do seu município

O FarolRAG abre em painel.farolrag.app, com login da equipe. Você escolhe o município e o ano, busca o Relatório Anual de Gestão e vê o farol de cada meta.

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Em uma frase

Todo ano o município promete resultados de saúde (quantas pessoas vacinar, quantas mortes evitar, que cobertura alcançar). No fim do ano, ele presta contas. O FarolRAG lê essa prestação de contas e organiza o julgamento de cada promessa.

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Busca o relatório oficial

Você escolhe o município e o ano. O aplicativo consulta o DigiSUS Gestor, o sistema do Ministério da Saúde, e traz as diretrizes, metas e números já enviados pelo município.

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Julga com regras fixas

Não é “achismo”. Uma calculadora interna decide se cada meta foi alcançada, usando o sentido do indicador (maior ou menor é melhor) e o valor combinado na Programação Anual de Saúde.

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Escreve o parecer, se você pedir

Depois do julgamento, uma inteligência artificial só redige o texto técnico por diretriz. Ela não inventa se a meta foi cumprida: recebe o veredito já calculado e explica em português.

A ideia do farol. O farol não rema o barco: ele ilumina o recife. O FarolRAG não substitui a leitura humana da RAG nem avalia o relatório inteiro. Ele ilumina a seção de metas da Programação Anual de Saúde para a equipe não se perder em dezenas de linhas e percentuais enganosos.

Cinco palavras que o aplicativo usa o tempo todo

Se estas cinco peças encaixarem, a tabela deixa de parecer um código secreto.

PAS
Programação Anual de Saúde

É o plano do ano: o que o município se comprometeu a alcançar. No aplicativo aparece como Meta PAS — o número-alvo combinado.

RAG
Relatório Anual de Gestão

É a prestação de contas no fim do ano. O FarolRAG lê só a parte de diretrizes, objetivos, metas e indicadores — não o restante da RAG.

Diretriz
A intenção grande

Exemplo: “fortalecer a vigilância em saúde”. Agrupa várias metas. Os pareceres da inteligência artificial são escritos por diretriz, não linha a linha.

Meta
A promessa

O texto do compromisso (“manter a cobertura da atenção básica”). É o que se quer fazer. Às vezes o texto da meta e o do indicador vêm trocados na fonte; o aplicativo lê o conteúdo, não só o rótulo da coluna.

Indicador
A fita métrica

O que de fato se mede (“cobertura populacional estimada pelas equipes”). A polaridade — se maior ou menor é melhor — nasce daqui, não do verbo bonito da meta.

Como usar, do login ao PDF

O caminho na tela é sempre o mesmo. Nada precisa ser instalado no seu computador além do navegador e da senha que a equipe recebeu.

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Entrar Usuário e senha. Sem login, a tela permanece fechada.
2
Escolher Município de Mato Grosso e o ano do exercício da RAG.
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Buscar dados O aplicativo pede os números oficiais ao Ministério da Saúde.
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Ler as metas Na aba Metas: tabela colorida, polaridade, alertas e os três cartões no topo.
5
Gerar com IA Opcional. Na aba Avaliação, pede o texto técnico de cada diretriz.
6
Levar embora Excel ou PDF das metas e, se gerou, dos pareceres.

Os três cartões do topo

Metas apuráveis diz quantas linhas deram para julgar, no total. Alcançadas conta só as verdes. % das apuráveis é o farol resumido: vermelho abaixo de 40%, laranja até 70%, verde acima disso. Linhas amarelas e azuis não entram nessa porcentagem.

Se a busca voltar vazia

Pode ser que aquele município ainda não tenha enviado a RAG daquele ano, ou que o relatório não exista na base. O aplicativo avisa e não inventa tabela. Também avisa se muitas metas da Programação tiverem o mesmo número — sinal de preenchimento copiado, não de planejamento indicador a indicador.

Pode usar ao mesmo tempo

Buscar dados e gerar pareceres demora porque depende da internet e da escrita da IA. O aplicativo foi feito para duas pessoas trabalharem juntas sem uma travar a tela da outra.

Os dois trabalhos: a calculadora e a redatora

Esta é a lógica mais importante do FarolRAG. Misturar as duas coisas é o que costuma gerar erro em análise de RAG.

A calculadora (sempre igual)

Para cada linha, o aplicativo:

  • lê o indicador e decide a polaridade (maior ou menor é melhor);
  • compara o resultado informado com a Meta PAS;
  • marca um dos quatro resultados;
  • recalcula o percentual (resultado ÷ meta × 100) e aponta se a fonte bate com essa conta;
  • levanta alertas (meta zerada, texto da meta contra o indicador, linha de base estranha, teto “menor que”).

Essa parte não usa inteligência artificial. Amanhã, com os mesmos números, o veredito será o mesmo.

A redatora (só o texto)

Quando você clica em Gerar com IA, cada diretriz recebe um recado já mastigado: quantas metas foram alcançadas, quais não, quais ficaram de fora do percentual, polaridade, alertas.

A inteligência artificial escreve no máximo três parágrafos, em tom de auditoria em saúde. Ela é instruída a:

  • não tratar percentual alto como vitória se o indicador for de redução;
  • não chamar de alcançada uma meta que a calculadora recusou julgar;
  • não copiar códigos internos — se houver divergência, explicar em linguagem comum.

Polaridade: o truque que mais engana

“100% de execução” não significa sucesso. Em mortalidade, um número executado maior que a meta é piora. O aplicativo escreve na tabela Quanto maior, melhor ou Quanto menor, melhor. Arraste os controles e veja o farol mudar.

Cobertura da atenção básica

Quanto maior, melhor. Meta da Programação: 80.

Como vacinar mais gente, cadastrar mais famílias ou encerrar mais casos no prazo: o copo deve encher.

Mortalidade infantil

Quanto menor, melhor. Meta da Programação: 12.

Como óbitos, infestação por Aedes ou sífilis congênita: o vazamento deve diminuir. Ficar abaixo da meta é vitória, mesmo que o “percentual de execução” pareça baixo.

Caso especial: “menor que 1%”. Se o enunciado diz menor que (não “até” ou “no máximo”), o resultado precisa ser estritamente menor que a Meta PAS. Se o município prometeu 1 e informou 1, o FarolRAG não chama isso de cumprimento: marca dependente de esclarecimento e tira a linha da porcentagem. “Em até 60 dias”, porém, é prazo do caso (encerrar a tempo), não teto do número — aí quanto maior a proporção, melhor.

As quatro luzes da tabela

Cada linha da aba Metas ganha uma cor. Só verde e vermelho entram no percentual de alcance.

Alcançada Dá para julgar, e o resultado está no lado certo da meta: maior ou igual, se maior é melhor; menor ou igual, se menor é melhor (ou estritamente menor, se o texto disser “menor que”).
Não alcançada Dá para julgar, e o resultado ficou no lado errado. Em indicador de redução, um valor acima da meta é não cumprimento — ainda que a fonte mostre “mais de 100%”.
Não apurável Falta peça para o julgamento: resultado em branco, Meta PAS em branco, Meta PAS igual a zero sem o texto pedir “zero / eliminar / erradicar”, ou a própria fonte marcou o valor como não apurável.
Dependente de esclarecimento O texto pede um teto rígido (“menor que 1%”) e o número informado é exatamente a meta. Não é sim, não é não, e não conta no percentual até alguém esclarecer o cadastro.

Linha de base

É o “antes”: o valor de referência (muitas vezes de um ano anterior). Serve para ver se a Programação puxou o indicador para o lado certo. Se quase todas as linhas de base do relatório forem o mesmo número, o aplicativo desconfia e não usa essa tendência para decidir a polaridade.

Alertas na última coluna

Não mudam sozinhos o cumprimento. São o farol amarelo: meta nula, possível troca de assunto entre meta e indicador, polaridade da Programação invertida em relação à linha de base, percentual da fonte diferente da conta, superexecução (resultado bem acima da meta em indicador de aumento) ou ano da linha de base posterior ao exercício.

O que você exporta

Na aba Metas: planilha e PDF da tabela julgada, com uma folha de metodologia. Na aba Avaliação: planilha e PDF dos pareceres por diretriz. Os arquivos saem nomeados com o município e o ano, por exemplo RAG_cuiaba_2025_metas.pdf.

O que o FarolRAG não faz

  • Não avalia a RAG inteira (só diretrizes, objetivos, metas e indicadores da PAS).
  • Não altera o que o município enviou ao Ministério da Saúde.
  • Não inventa resultado quando o relatório não existe na base.
  • Não deixa a inteligência artificial decidir se a meta foi cumprida.
  • Não substitui a leitura do Conselho de Saúde nem a visita ao município.
  • Não cobre outros estados: hoje está calibrado para a esfera municipal de Mato Grosso.
  • Não trata “resultado informado” como prova automática de cumprimento — o cumprimento é o julgamento da calculadora, com as ressalvas dos alertas.

Perguntas que costumam aparecer

De onde vêm os números?

Do DigiSUS Gestor, no momento em que você clica em Buscar dados. Não há planilha escondida no aplicativo. Se o Ministério atualizar o relatório, a próxima busca traz a versão nova.

Por que uma meta com 50% de execução pode estar verde?

Porque o indicador é do tipo “quanto menor, melhor”. Se a meta era 20 óbitos e o município registrou 10, a conta 10 ÷ 20 dá 50% — e mesmo assim a meta foi alcançada. Olhe sempre a coluna Polaridade antes do percentual.

Por que o percentual do aplicativo às vezes difere do da fonte?

O FarolRAG refaz a conta resultado ÷ Meta PAS. Se a diferença for maior que um fiapo (0,1 ponto), ele acende o alerta “percentual da fonte inconsistente”. Vale conferir o cadastro no DigiSUS.

A inteligência artificial pode “alucinar”?

Ela pode escrever com ênfase demais, como qualquer texto gerado. Por isso o julgamento numérico fica na calculadora, e o parecer só comenta o que já veio classificado. Leia o texto como rascunho técnico de apoio, não como decisão automática.

Preciso gerar a IA para usar o aplicativo?

Não. A aba Metas, os cartões, os alertas e os arquivos Excel/PDF das metas já fecham o ciclo de análise. A IA é um extra para redigir o parecer por diretriz.